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Diário de Bordo " versos e prosa"

Poemas e fotos de Fabiana Salustiano

O protagonismo feminino na Filosofia e Teologia

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Colóquio discutiu o feminismo hoje

Organizado pelo Grupo de Estudos “Mulheres e Minorias na Sociedade, criado pelos Centros Acadêmicos Tito Alencar e Luciano Mendes de Almeida, da FAJE, o Colóquio “O protagonismo feminino na Filosofia e na Teologia”, realizado na FAJE nos dias 7e 8 de julho, discutiu várias facetas da luta feminista pela equidade nas relações sociais e políticas entre homens e mulheres.
Participaram como palestrantes Marília Murta, Nina Caetano, Cynthia Semírames, Magda Guadalupe, Valéria Dell’Isola, Richard Silva, Priscila Kikuchi e Nilo Ribeiro Júnior. As mesas foram mediadas por Fabiana Salustiano, Graziela Cruz, Silvia Contaldo, Patrícia Ferreira Costa e Élio Gasda. Houve, ainda, uma “roda de conversa”, com a participação de Fabiana Salustiano, Vânia Lúcia, Janaína Gonçalves, Luz Reyna e Karen Colares.

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Flores de junho

Secretamente

Os meus olhos diante de ti

Meu corpo pulsa.

Olho em teus olhos

E tua ternura me embriaga.

 

Minha embriaguez

Não é apenas por querer-te

Pelo efêmero toque do teu corpo

Minha necessidade é também contempla-te

Quero tua presença em minha existência

A paz do teu sorriso a invadir meu coração

Quero na presença das minhas dúvidas e

Nas discussões com Deus.

Necessito de tua luz

Tua afeição.

Ah! Os teus olhos castanhos!

Ah! Os teus estranhos olhos!

Como invade e rouba-me de mim.

Quero amar-te

Mesmo que distante

Te amarei

Sim, te amarei secretamente

Em silêncio

nos meus obscuros e infinitos instantes.

 

Fabiana Salustiano

A irá

Mais um adeus

Foste tu para longe de mim.

Escolheu os baços de outra musa.

 

Minhas lagrimas é o mar

O mar de tua alma

Meu coração é o barco

Que conduzirá as masmorras da solidão.

 

O vento sul que toca

Tua face é minha bofetada de irá.

O vento norte o balanço que conduzirá

Ao abismo da morte.

 

Minha visão oracular

Condena ao degredo

Do horizonte que o enganará.

 

Fabiana Salustiano

Adeus

A tortura e a tontura

De sua ausência.

As gotas das minhas lágrimas

São o (des)salgar

Da minha alma.

 

Meu choro é por sua finitude

Meus lábios salgados

Pela chuva salgada

Ainda procuram

Pronunciar seu nome,

Mas é vão.

Pois tu, não estás

Mais no horizonte

Nem caminha para

Verticalidade.

Não podes mais escutar,

Pensar e julgar.

Os lábios silenciam

E minh’alma chora.

 

Fabiana Salustiano

Finitude

A carne fria

Depositada sobre o lençol

Um silêncio gritante

O paralisar

Ausência de perfumaria

Carne mórbida

Musculatura rígida.

A palidez agora é reinante

Não há o circular da seiva

Não passa mais que um número,

Um código

Uma quadra

Um lote

É finitude.

Finitude da alma?

Suspensão do ser?

Deixar de existir?

Apenas memória ?

Um novo ciclo ou

Estado de transformação?

O decompor da carne

De uma breve existência?

Mudança do estado condensado

Para um lapidar da pedra bruta para torna-se poeira cósmica

Ou uma reconciliação com o transcendente?

Uns dizem retorno as origens

Ou retomada a liberdade.

Quem poderá assegurar

Qual seria o processo verdadeiro?

Cabe-nos julgar qual seria a solução?

A única certeza é que não há o garantir.

Na realidade temos a finitude

Da carne e do existir.

 

12-04-2018

Fabiana Salustiano

Nada mais restou

 

 

 

Não há  sonho

Talvez nem mais amor

O que resta?

nada mais.

 

Nada mais

De tudo aquilo que um dia foi.

Nada mais restou

Nada mais restou

Nada mais restou

Nem mesmo as lembranças

 

Nem pulsos cortados

Nem dores

Só esquecimento

A tristeza já não acalenta o coração

 

Nem há mais noites de sono perdidas

Nem choro das madrugadas

Nada mais restou

Nada mais restou

Nada mais restou

Acabou-se o martírio

Dessa louca vida.

 

Nada mais restou

Nada mais restou.

 

 

Fabiana Salustiano

27-04-2018

A fonte

 

Senhor,
Não sei como chamar-te
Apenas me disseram
O chama como Senhor.

Eu em meu topor
Não anseio por sentido
Não sinto a sede
Ou o teu calor

Não sinto mais a sede
Não sinto a fonte.

Sou vazio.
Por um breve momento
Remoto desejei ser tua fonte
Mas, em mim não há mais sentido
Não mais razão.

Queria na brevidade do tempo ser seu tabernáculo, sua fonte…
Mas sou ausência.

Queria ser uma alma sedenta
Mas, sou tormenta.
Sou tormenta…
Queria ser luz
Mas sou trevas.

Quem sabe um dia possa ser ao menos
Um chaco das águas da sua fonte e voltar
Sentir sede de ti.

16/04/2018

Fabiana Salustiano

Recoloca- se

Cada pulsar um bip

A frequência desse sinal

O anúncio do dissolver

Da carne.

Um delírio,

Uma dor

Falta de contração pulmonar

O gaz sujo não sai

Mais dor… Gemidos.

Inquietação da alma.

O cansaço do corpo.

Um pedido de socorro.

“O que você pode fazer por mim?”

não se pode mais fazer

não há mais recursos.

“Então me apaga.”

não posso, só Deus o pode fazer.

“Danasse  o seu deus projetado”

O seu deus não tira o gás que me sufoca.

Alivia minha dor.

Peça para seu deus que me mate.

E me liberte do afogar no O2.

Silencia minha alma e devolva minhas partículas ao universo.

Alivia -me.

“Você viu? Entrou um gato

Outro gato…

Nossa estou tendo alucinações

Acho que a moça está vindo ao meu encontro”.

-não, é apenas o excesso de o2.

Você vai ficar bem.

Fica quieto, tranquiliza.

Tudo vai ficar bem.

Silêncio…

O silêncio é impossível

Vemos apenas o quietar do visível.

Os sinais ainda demonstram vida.

Podemos visualizar e sentimos apenas,

Apenas o fio que mantém na materialidade.

Aos poucos, que aos poucos se apaga.

Agora resta a matéria em repouso para que os outros seres possam habitar.

O movimento perpétuo do universo com a dança das partículas do desprender se e  recolocar se;

Sua matéria que agora desprende-se

Anseia por recolocar-se

 

24/03/2018

Fabiana Salustiano

 

 

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Fonte foto google

 

 

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